quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Povos americanos, Império Bizantino e Islã


Maias, Astecas e Incas

O testemunho de Bartolomeu de las Casas

Hoje temos conhecimento das atrocidades cometidas pelos espanhóis contra os povos nativos da América através de relatos como o do frei Bartolomeu de las Casas (1474-1566):

“Podemos dar conta boa e certa que em quarenta anos, pela tirania e diabólicas ações dos espanhóis, morreram injustamente mais de 12 milhões de pessoas, homens, mulheres e crianças; e verdadeiramente eu creio, e penso não ser absolutamente exagerado, que morreram mais de 15 milhões...

A causa pela qual os espanhóis destruíram tal infinidade de almas foi unicamente não terem outra finalidade ultima senão o ouro, para enriquecer em pouco tempo; enfim, não foi senão pela avareza que causou a perda desses povos, que por serem tão dóceis e tão benignos foram tão fáceis de subjugar.”
(LAS CASAS, Bartolomeu de. Brevíssima relação da destruição das Índias: o paraíso destruído, 1552.)



Antes da conquista européia, a América conheceu o desenvolvimento de importantes civilizações, que se formaram ao longo de milhares de anos e possuíam complexa organização social, econômica e política e realizaram grandes obras públicas: sistema de irrigação, assim como palácios e templos, tanto na mesoamérica, onde encontravam-se Maias e Astecas, como no Altiplano Andino, onde desenvolveu-se o Império Inca.



Essas três civilizações tinham como base as características gerais do Modo de Produção Asiático, possuindo portanto semelhanças com civilizações mais antigas do Oriente Próximo, mas também diferenças significativas entre si.

A economia era essencialmente agrária, sendo a terra considerada como propriedade do Estado e trabalhada pelas comunidades camponesas, existindo atividades complementares como a criação de animais, o comércio e a mineração, esta última especialmente entre ao Astecas no México e os Incas no Altiplano Andino.
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Império Bizantino



A formação do Império Bizantino remonta ao século IV, quando em meio a crise do Império Romano, o imperador Teodósio determinou a divisão do império em duas partes, uma no ocidente, com capital em Roma, outra no oriente com capital em Constantinopla.

No final do século V, as invasões dos povos bárbaros haviam destruído e fragmentado o império ocidental, enquanto no oriente o poder manteve-se centralizado. império do Oriente foi poupado das dificuldades enfrentadas pelo Ocidente nos séculos III e IV, em parte devido a uma cultura mais urbana e mais recursos financeiros que lhe permitiu aplacar invasões com tributos e o pagamente de mercenários estrangeiros. Teodósio II fortaleceu as muralhas de Constantinopla, deixando a cidade imune a maioria dos ataques. Os muros não foram violados até 1204. A fim de afastar os hunos, Teodósio deu-lhes homenagens (300 kg de ouro).

Seu sucessor Marciano, se recusou a continuar a pagar essa quantia exorbitante. Por essa altura, no entanto, Átila já havia desviado sua atenção para o Império Romano do Ocidente. Após sua morte em 453, seu império desmoronou e Constantinopla iniciou um relacionamento rentável com os hunos restantes, que acabaram lutando como mercenários do exército bizantino.



Durante cerca de mil anos a civilização bizantina desenvolveu-se economicamente, assim como na área das ciências, artes e arquitetura, ao contrário da Europa Ocidental. Em 1453 os turco-otomanos conseguem conquistar Constantinopla.



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Islamismo



Islão ou Islã (em árabe: الإسلام, al-Islām) é uma religião abraâmica monoteísta articulada pelo Corão, um texto considerado por seus seguidores como a palavra literal de Deus (em árabe: الله, Allāh), e pelos ensinamentos e exemplo normativos (a chamada suna, parte do hadith) de Maomé, considerado pelos fiéis como o último profeta de Deus. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.

Os muçulmanos acreditam que Deus é único e incomparável e o propósito da existência é adorá-lo. Eles também acreditam que o islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, incluindo por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas. Os seguidores do islã afirmam que as mensagens e revelações anteriores foram parcialmente alteradas ou corrompidas ao longo do tempo, mas consideram o Alcorão como uma versão inalterada da revelação final da Deus.

A expansão



No ano de 630, Maomé e seus seguidores ocuparam a cidade de Meca, destruíram os ídolos da Caaba, símbolos do politeísmo, e assim fundou-se o Islão - Estado Teocrático dos crentes. Esse fato é considerado como a unificação política e religiosa dos povos árabes, agora comandados pelo Califa.

O Expansionismo árabe iniciou-se logo após a morte de Maomé tanto em direção ao oriente como ao ocidente.

O processo expansionista foi fulminante, estimulado por interesses em dominar rotas de comércio, pela cultura do botim, pela Guerra Santa e também pela fraqueza dos adversários. Na Europa, o expansionismo muçulmano foi contido pelos Francos, na famosa Batalha de Poitiers em 732. Seitas mais importantes do Islamismo: sunitas e xiitas

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